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5 passos para o fracasso interior

1) Estimule a mente à diversidade. Conheça de tudo, abasteça o seu repertório do saber. 2) Estimule o julgamento. Torne sua mente analítica, sabendo discriminar e ser crítica. Treine para ser parcial e tendencioso, alimentando sempre a dualidade. 3) Condicione-se ao que é agradável. Ensine a si mesmo o que é prazeroso, o que traz alívio e uma sensação de satisfação. Treine o seu organismo para ser cada vez mais dependente daquilo que dá prazer. 4) Imponha a sua vontade. Busque situações que te proporcionem esse prazer e defenda-se das condições que te afastam disso. Classifique o mundo à sua volta, eleja os seus amigos com base em seus interesses e aprenda mecanismos que confrontem os vilões que bloqueiam o seu prazer. 5) Confie na memória. Aprenda com as situações que te provocaram prazer ou dor e use esse conhecimento como base para as suas ações futuras. Aja com esperteza, lute pelas suas crenças, antecipe-se e apegue-se àquilo que você já conhece. Por que essa técnica funcion...

O presente não é bom o bastante?

A mente é inquieta, busca sempre algo para se distrair: música, internet, celular, um passatempo qualquer ou se entretém em seus próprios pensamentos. Acredita-se que a distração seja algo útil, pelo menos é melhor do que ficar sem fazer nada. Ficar parado incomoda, o silêncio incomoda, o presente incomoda. Afinal, o que há de tão ruim com o silêncio? Eu diria que no silêncio, nunca encontramos silêncio. A mente não tem afinidade pelo silêncio, isso é fato. Também não tem afinidade pelo momento presente, caso contrário, não produziria tantos pensamentos como forma de escapar do aqui e agora. Se investigarmos o conteúdo dos pensamentos, chegaremos à conclusão de que eles só se relacionam ao passado ou ao futuro, nunca ao presente. Para serem formados, os pensamentos precisam do conteúdo mental já existente, ou seja, o conhecimento. O que conhecemos são memórias de experiências já vividas e, obviamente, não refletem aquilo que aconteceu de fato, pois são formadas a partir de um ponto...

Acolhendo as Emoções

As situações de desespero são ótimos indicativos de como abrigamos áreas de conflito em nossas mentes. Há muitas emoções envolvidas, mas essas emoções não são o problema em si. O problema é o nosso comportamento frente a essas emoções, ou seja, colocarmos uma carga de insatisfação tão grande e investirmos tanto da nossa energia para evitá-la que criamos zonas de conflito ou áreas de curto circuito. As emoções são sinais de desequilíbrio que o nosso sistema usa como alerta para fazermos pequenos reajustes. Se esses sinais forem rejeitados, além do desequilíbrio não ser resolvido, mais energia será direcionada contra ele. A emoção envolvida tomará uma roupagem de monstro e cada vez irá tornar-se mais assustadora. Então quando essa emoção surgir, os alarmes tocarão descontroladamente. Emoções indicam áreas vulneráveis, como crianças que dependem de cuidado e atenção. Resolvemos a situação acolhendo respeitosamente a solicitação expressa via choro, avaliando-a e direcionando os nossos...

O Trânsito Energético

O homem é um ser complexo. Complexo, porém integrado: seu corpo e sua mente relacionam-se o tempo todo. A energia da mente tem uma qualidade muito sutil, enquanto a do corpo é muito mais densa. A energia é como a água: ela depende de uma via para ser expressa. Na medicina chinesa, essas vias são os meridianos de energia que se espalham pelo nosso corpo. Através da passagem nesses meridianos, a energia de nossos pensamentos e emoções (energias psíquicas), as energias nutritivas e de defesa do organismo são distribuídas da cabeça aos pés. Dessa forma, é plausível imaginar que essas rotas de condução devam ser estruturas que comportem a energia que transita por elas, além de oferecer um espaço livre para esse trânsito. Assim, o fluxo psíquico e de nutrição física segue em equilíbrio, possibilitando-nos expressar nossos impulsos internos com harmonia. Também é de se supor que não seja o tempo todo assim. Da mesma forma que uma via de trânsito de carros, os nossos meridianos também sofr...

Da Comparação, o Conflito

Uma situação cotidiana simples: o despertador toca, é hora de acordar! Surge o conflito: de um lado, o dever de levantar-se e fazer as tarefas do dia; do outro lado, a cama tão aconchegante. Antes do despertador ter tocado, tudo estava tão bem: a situação era confortável e você estava adaptado a ela. De repente, surgiu uma nova realidade que exigiu outra atitude com a qual você ainda terá de adaptar-se. A adaptação não parece ser algo cômodo, pois exige certo esforço. O esforço em si não é algo ruim, mas assim o tornamos ao criar um comparativo com o não-esforço, classificando-o como a alternativa não favorita. Dificilmente você verá uma pessoa dizer com sinceridade que é plenamente satisfeita. A vida é cíclica e a mente tem dificuldade em aceitar mudanças. Cada momento é um novo momento. Se não estivermos presentes em determinado momento, estaremos vivendo uma ilusão. Se entre um momento e outro houver uma brecha de atenção, não estaremos presentes e a mente se porá a vaguear nos pe...

Empregando a energia vital

Qì (leia-se tchi) é o nome dado pelos taoistas à energia vital que rege a vida no universo, tendo sido reconhecida por diversos povos ao longo da história e, atualmente, pela física quântica. Referindo-se à energia do ser-humano, o taoismo fala sobre três tesouros do homem: jing (energia essencial), qì (energia vital) e shen (energia mental). Na realidade, são aspectos da mesma energia. O que chama a atenção é ver como em essência, é uma coisa só: energia e, portanto, não há separação real entre corpo, mente e espírito. Eles estão integrados porque eles próprios são energia. A energia vital é uma preciosidade. A partir dela, nos movemos, pensamos, sentimos e o nosso organismo funciona. Obviamente, ela pode ser bem ou mal empregada. A energia vital é um recurso que temos para criar o nosso presente. Mobilizando-a através da nossa intenção mental, investimos em certa direção, transformando a nossa mente a cada momento. A cada ação investida, novas sementes vão sendo plantadas e vamo...

Sentar-se em lótus não é meditar

Para acontecer a meditação, a mente não pode estar trabalhando em seu padrão condicionado habitual. A mente habitual gera fluxos ininterruptos de pensamentos aos quais você está condicionado a agarrar-se; esse hábito de agarrar-se a pensamentos é um grande obstáculo para a meditação. Além disso, é preciso entender que a meditação não ocorre de forma imposta e artificial – ela acontece quando o ambiente mental é favorável para a calma. Ou seja, precisamos criar condições para que ela ocorra espontaneamente. Em primeiro lugar, deve-se estar ciente da importância da meditação. Deve-se saber que os pensamentos, emoções e demais condicionamentos mentais que alimentamos no dia a dia só nos leva ao desequilíbrio e à insatisfação. Isso deve fazer muito sentido para você, pois desse modo, todos esses condicionamentos tornam-se fardos dos quais você sente-se motivado a livrar-se para tornar-se livre. Abandonando-se esses fardos do passado, você estará inclinado à liberdade e à paz de espírit...