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O "eu" e o Tao

Os Mestres ensinam que é impossível compreender o Tao através do intelecto. Todos os pensamentos a respeito do Tao são apenas reflexos de nossas próprias mentes. Para onde quer que apontemos o olhar da mente, estaremos apontando para nós mesmos. Será que estamos presos em nós mesmos, condenados a viver num grande quebra-cabeças mental?

Apesar da supervalorização que damos à mente, a vida é muito mais do que isso. Por esse entendimento interior é que o homem sente uma grande ligação com algo superior, o qual chama Deus, Tao ou o que for. O fato é que no fundo, sabemos que para nos realizarmos, precisamos transcender o "eu".

Ao desviarmos o foco dos pensamentos e emoções que ocupam nossas mentes e atentarmos para o sutil movimento de nossa consciência, adentramos numa outra dimensão. Se formos capazes de nos liberar de tudo mais e permanecermos nesse estado, fluindo com essa energia que não precisamos nomear, uma sensação de plenitude passa a tomar conta de nós. O "eu" deixa de ser o nosso parâmetro de realidade e uma nova visão se abre diante da consciência. Quanto mais freqüente for esse estado, mais se torna parte de nós e mais libertos nos tornamos do nosso pequeno "eu". A prática da meditação, Chi Kung e Tai Chi Chuan, por exemplo, são ótimas ferramentas para essa experiência. Está à disposição de todos e seus benefícios têm sido comprovados há milênios.

Marco Moura

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